domingo, 21 de novembro de 2010

Comportamento

Comportamento
As tartarugas marinhas são solitárias e permanecem submersas durante muito tempo, o que dificulta os estudos do seu comportamento. Por isso, a maior parte do que se conhece sobre elas refere-se à desova, que acontece na praia.

Possuem visão, olfato e audição desenvolvidos, além de uma fantástica capacidade de orientação. Animais migratórios por excelência, vivem dispersas na imensidão dos mares e, mesmo assim, quando atingem a maturidade sexual sabem o momento e o local de se reunir para a reprodução. Nessa época, realizam viagens transoceânicas para voltar às praias onde nasceram e desovar.

Podem migrar centenas ou milhares de quilômetros e dormir na superfície, quando estão em águas profundas, ou no fundo do mar, sob rochas, em áreas próximas à costa. Os filhotes flutuam na superfície durante o sono e geralmente mantêm as nadadeiras dianteiras encolhidas para trás, sob a parte traseira do corpo.



Em mar aberto, as tartarugas marinhas encontram fortes correntes e, mesmo assim, conseguem navegar regularmente por longas distâncias. Os mecanismos de navegação e orientação que utilizam ainda representam um grande mistério, estudado por várias gerações de pesquisadores ao redor do mundo.

Sabe-se que são capazes de detectar o ângulo e a intensidade do campo magnético terrestre. A presença de magnetita (mineral muito sensível à direção do campo magnético usado para fazer imãs) no cérebro das tartarugas marinhas sugere uma possibilidade para compreender a capacidade de orientação em mar aberto.

Nessa longa caminhada pelos mares, podem cruzar as fronteiras de vários países - e por isso precisam ser protegidas através de acordos de cooperação internacionais, para que o esforço de conservação seja efetivo.

Quelônios

Quelônios
Quelônios ou testudines são nomes que agrupam todas as formas de tartarugas identificadas no mundo. A origem desses animais não é bem conhecida, embora se saiba que tenham surgido há cerca de 220 milhões de anos, quando o planeta possuía um único super-continente chamado Pangea. Existem atualmente 13 famílias de quelônios, com 75 gêneros e 260 espécies – destes, há apenas seis gêneros com sete espécies marinhas.
São facilmente reconhecíveis por causa de sua inconfundível carapaça (casco), formada pela fusão de sua coluna vertebral achatada com as costelas. Unida ao plastrão (parte ventral do casco), a carapaça forma uma caixa óssea rígida, revestida por placas de queratina, que serve de proteção contra os predadores.


São répteis e derivaram de ancestrais terrestres. Mesmo podendo se aventurar por longos períodos no ambiente aquático respiram por pulmões e necessitam sair da água para completar seu ciclo reprodutivo, colocando seus ovos no ambiente terrestre.
Ao contrário dos répteis terrestres, que mantinham a região ventral protegida pelo contato com o solo, a seleção natural favoreceu o desenvolvimento do plastrão, em um primeiro momento, e posteriormente da carapaça, como um escudo protetor contra o ataque de predadores.
A forma dos quelônios não mudou muito no processo evolutivo. As mudanças mais significativas ao longo de milhões de anos foram a perda dos dentes (substituídos por um bico), a capacidade de retração da cabeça e membros para dentro da carapaça e a adaptação dos membros conforme o tipo de ambiente.

Ciclo da vida de uma tartaruga


As tartarugas marinhas apresentam um ciclo de vida complexo, utilizando diferentes ambientes ao longo da vida, o que implica em mudança de hábitos. Embora sejam marinhas, utilizam o ambiente terrestre (praia) para desova, garantindo o local adequado à incubação dos ovos e o nascimento dos filhotes.

Ao nascerem, as tartaruguinhas rumam imediatamente para o alto-mar, onde atingem zonas de convergência de correntes que formam grandes aglomerados de algas (principalmente sargaços) e matéria orgânica flutuante. Nestas áreas, que formam um verdadeiro ecossistema, os filhotes encontram alimento e proteção – e assim permanecem, por vários anos, migrando passivamente pelo oceano.

Algumas espécies podem permanecer no ambiente pelágico por toda a vida, como a tartaruga de couro (Dermochelys  coriacea). Outras passam a fase juvenil em regiões costeiras ou insulares, alimentando-se de organismos bentônicos até atingir a maturação sexual.

Embora espécies como a tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea) atinjam a maturidade entre 11 e 16 anos, as demais só se tornam adultas entre os 20 e 30 anos. A partir daí, passam a viver em áreas de alimentação, de onde saem apenas na época da reprodução, quando migram para as praias onde nasceram.

A época de desova é regida principalmente pela temperatura, ocorrendo nos períodos mais quentes do ano. No litoral brasileiro, acontece entre setembro e março, com variação entre as espécies. Nas ilhas oceânicas, entre janeiro e junho, registrando-se somente desovas da espécie verde (Chelonia mydas).

A seguir, as diversas etapas do ciclo de vida das tartarugas marinhas:
Acasalamento
Seleção das praias
Cama
Ninho e postura
Incubação
Nascimento
Sobrevivência

sábado, 20 de novembro de 2010

As tartarugas marinhas são animais solitários e possuem a audição, a visão e o olfato desenvolvidos, além de uma grande capacidade de orientação. Medem dois metros de comprimento e pesam 600 kg. As tartarugas marinhas podem ser vegetarianas, carnívoras e onívoras. Elas se alimentam de águas-vivas e de sua fauna acompanhante.
Infelizmente, muitas vezes elas confundem sacos plásticos ou celofane com águas-vivas e morrem por indigestão. Sua boca não possui dentes, somente mandíbulas com bordas afiadas. Podem dormir na superfície quando estão em águas profundas ou no fundo do mar, sob rochas, em áreas próximas à costa.


O acasalamento começa com a fêmea escolhendo o macho para namorar e inicia-se com mordidas no pescoço e nos ombros. Uma fêmea pode realizar em média de três a cinco desovas para uma mesma temporada de reprodução, com intervalos médios de 10 a 16 dias. No Brasil, as desovas acontecem entre os meses de setembro e março. Os filhotes rompem os ovos e nascem após 45 a 60 dias de incubação em média. Eles podem ser atraídos pelas luzes das estradas ou dos hotéis na beira da praia, o que faz com que eles morram. Todo ano as tartarugas marinhas vão à praia para botar seus ovos. Muitas vezes seus filhotes são capturados por predadores, como por exemplo, caranguejos, abutres, polvos e peixes. Seus filhotes botam seus ovos na mesma praia em que eles nasceram. Normalmente de cada cem filhotes apenas um consegue sobreviver.

Existem sete espécies de tartarugas marinhas:
- Cabeçuda
- De pente
- Verde
- Oliva
- De couro
- Flatback
- Lora ou Kemps Ridley

Seu antepassado era Testudo Atlas e viveu no período Pleistoceno. Ele era o maior quelônio existente na Terra, com 2,5 metros de comprimento e pesava 4.000 kg. Viveu na Ásia (Índia).


As tarturugas marinhas estão ameaçadas de extinção e o projetoTAMAR tem o grande compromisso de salvar esse animal.

Se você é criança, visite também esse site: Sou amigo do mar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Animais Extintos

Animais em extinção no Brasil e no mundo
O aquecimento global está colocando algumas espécies em perigo. Com o aumento da temperatura, diversos animais correm o risco de serem extintos do nossoplaneta. Isso, aliado a caça predatória e a não preservação das matas e florestas, pode trazer graves conseqüências para a biodiversidade mundial.
No Brasil, de acordo com órgãos envolvidos com a preservação do meio ambiente, dezenas de espécies, simplesmente, desaparecem todos os dias. Isso porque boa parte dos animais não é conhecida pelos cientistas, ou seja, apenas uma pequena parcela está homologada.
Para evitar que essas espécies sejam extintas, a aposta tem sido colocá-las em cativeiros ou zoológicos. Entretanto, isso não basta, é preciso intensificar o trabalho de fiscalização para impedir o desmatamento, a caça e, principalmente, o trafego de animais.
Uma das regiões mais críticas é a região amazônica. A ação de madeireiras ilegais tem ameaçado diferentes espécies de plantas e animais. O aumento da temperatura média, provocada pelo aquecimento global, também possui uma grande parcela de culpa. Segundo os especialistas, se nada for feito para impedir este problema, a floresta pode entrar num processo de desertificação.
Para que você possa ficar por dentro do assunto, confira a pequena lista que separamos de espécies que estão extinção no Brasil e, também, no mundo. No site do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recurso Naturais) você encontra a lista completa.
Elefante-da-savana
Leopardo
Lobo-vermelho
Morcego-cinza
Gorila-do-ocidente
Baleia-azul
Chimpanzé
Elefante-indiano
Elefante-da-floresta
Antílope-tibetano
Peixe-boi
Panda-gigante
Rinoceronte-de-sumatra
Tigre
Orangotango
Gorila-do-oriente
Arara-azul-grande
Onça-Pintada
Tartaruga-de-couro
Urso-polar
Ararinha-azul
Arara-vermelha
Tartaruga-marinha
Bacurau-de-rabo-branco
Bicudo-verdadeiro
Dragão-de-komodo
Rolinha
Veado
Arara-de-barriga-amarela
Arara-azul-pequena
Jacaré-de-papo-amarelo
Tucano-de-bico-preto
Agora, cada um deve fazer a sua parte e luar para que esta lista não fique ainda maior.
Atualmente muitos ambientalistas e governos estão preocupados com aextinção de espécies de vertebrados e invertebrados devido à intervenção humana. As causas da extinção incluem a exploração inadequada dos recursos naturais, poluição, destruição do habitat do animal, tráfico de animais silvestres e introdução de novos predadores. Tudo isso tem causado a extinção de centenas de espécies da fauna brasileira e mundial.
Espécies ameaçadas são espécies que estão em perigo de extinçãoExtintas na natureza é uma expressão usada para espécies que só existem em cativeiro.

Fotos: Animais ameaçados de extinção

Onça-pintada, Papagaio-da-cara-roxa e Jacaré-de-papo-amareloL
IBAMA divulga uma lista de animais em extinção no Brasil, sendo a maioria das espécies de animais brasileirosoriundas da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.

Confira a lista das espécies e animais ameaçados de extinção no Brasil e no mundo

Mamíferos ameaçados
Antílope-tibetano (Pantholops hodgsonii)
Elefante-indiano (Elephas maximus)
Elefante-da-floresta (Loxodonta cyclotis)
Elefante-da-savana (Loxodonta africana)
Baleia-azul (Balaenoptera musculus )
Chimpanzé (Pan troglodytes)
Gorila-do-ocidente (Gorilla gorilla)
Gorila-do-oriente (Gorilla beringei)
Leopardo (Panthera pardus)
Lobo-vermelho (Canis rufus)
Morcego-cinza (Myotis grisescens)
Muriqui (Brachyteles arachnoides)
Orangotango (Pongo pygmaeus e Pongo abelii)
Panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca)
Peixe-boi (Trichechus manatus)
Rinoceronte-de-sumatra (Dicerorhinus sumatrensis)
Tigre (Panthera tigris)
Onça-Pintada
Urso-polar (Ursus maritimus)
Veado (Elaphurus davidianus)
Aves ameaçadas
Arara-azul-de-lear
Arara-azul-grande
Arara-azul-pequena
Ararinha-azul
Araracanga ou Arara-piranga
Arara-de-barriga-amarela
Arara-vermelha
Bacurau-de-rabo-branco
Bicudo-verdadeiro
Cardeal-da-amazônia
Maracanã
Papagaio
Rolinha
Tucano-de-bico-preto
Répteis ameaçados
Tartaruga-marinha
Tartaruga-de-couro
Dragão-de-komodo
Jacaré-de-papo-amarelo
Anfíbios ameaçados
Peixes ameaçados
Tubarão-baleia (Rhincodon typus)
Crustáceos ameaçados
Caranguejo-amarelo (Gecarcinus lagostoma)

Artrópodes ameaçados
Borboleta-da-restinga (Parides ascanius)
Plantas ameaçadas
Pau-brasil
Pau-de-cabinda
Jacarandá
Andiroba
Cedro
Mógno
Pau-Rosa

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Macacos, sagüis e micos-leões (primatas)

Macacos, sagüis e micos-leões (primatas)
OS RARÍSSIMOS MICOS-LEÕES
Leontopithecus rosalia; Mico-leão-dourado; Golden lion tamarin  Leontopithecus chrysomelas; Mico-leão-de-cara-dourada;Golden-headed Lion Tamarin  Leontopithecus chrysopygus; Mico-leão-preto;Golden-rumped Lion Tamarin
    Considerações gerais
    Os Micos-leões estão entres o animais que mais atraem a atenção das pessoas nos zoológicos e os próprios zoólogos, pois além da raridade na natureza e de distribuição restrita são muito bonitos, combinando cores como negro, vermelho e dourado.
    São animais do gênero Leontopithecus, que juntamente como os gêneros Callithrix,Cebuella e Saguinus pertencem a família Callitrichidae. Os integrantes desta família são os menores primatas antropóides do mundo, já que variam de 100 g em Cebuella e 700 g nos Leontopithecus.
    Existem quatro espécies descritas de Mico-leões, ocorrendo apenas no Brasil, com a seguinte distribuição (Auricchio,1995):
    Leontopithecus rosalia; Mico-leão-douradoGolden lion tamarin
    Restrito ao sul do Rio de Janeiro, mais exatamente nas matas de Silva Jardim e Casimiro de Abreu, na Reserva Biológica de Poço-das-Antas e morros na Cácia do Rio São João.

    Leontopithecus chrysomelas; Mico-leão-de-cara-dourada;Golden-headed Lion Tamarin
    Distribui-se pelo sul da Bahia, entre os Rios Belmonte e Pardo ao sul e Rio de Contas ao norte.

    Leontopithecus chrysopygus; Mico-leão-preto;Golden-rumped Lion Tamarin
    Encontrado ao norte do Rio Paranapanema, leste do Rio Paraná, sul do Rio Tietê e ao oeste da Serra de Paranapiacaba. Atualmente sua distribuição é restrita à Reserva Estadual de Morro Grande em Teodoro Sampaio, Reserva Biológica de Caeteteus em Gáliato, das no Estado de São Paulo. Recentemente foi constatado para a Estação Ecológica de Angatuba (Santos,2001)

    Leontopithecus caissara; Mico-leão-de-cara-preta;Black faced Lion Tamarin
    Existe apenas na Ilha de Superagui, litoral norte do estado do Paraná.

    Os Mico-leões são espécies arborícolas, vivendo nas florestas do Sudeste brasileiro, mais exatamente do sul da Bahia ao norte do Paraná. E no norte da Ilha de Superaguí, no Paraná, e ao oeste do rio Paraná, onde perambulam pelas árvores do remanescente de matas primárias e nas matas secundárias atrás de frutas e insetos, dos quais se alimentam.
    São animais diurnos que dormem em ocos de árvores, daí porque necessitam de florestas onde tenham árvores de médio ou grande porte para usarem seus buracos como abrigo.
    Formam grupos de 2 a 8 indivíduos, sendo 4 ou 6 em média (Auricchio,1995), e a gestação é de 126 a 134 dias.
Estes animais estão entre os primatas mais ameaçados do mundo, ante a sua restrita distribuição e a devastação de seu habitat, estando classificados como ameaçados pela IUNC, constando na lista da CITES (Walker’s,1991).
    As grandes ameaças são: desmatamento crescente para plantações e pastos; dificuldade de adaptação dos Micos-leões a outros ambientes; comércio ilegal local; coleta par coleções particulares; população reduzida das espécies; caça e invasões das áreas de ocorrência (Fonseca et al.,1994).
    Tem-se obtido bons resultados de reprodução em cativeiro principalmente do Mico-leão-dourado e do Mico-leão-preto, mas mesmo assim todas as espécies de micos-leões estão ameaçadas como dito, necessitando-se urgentemente de implementação dos projetos de preservação existentes, assim como instituição de novos programas e projetos neste sentido, sob pena de perdermos em poucas décadas estes formidáveis e lindos primatas.

Constatado o raríssimo Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) em mais uma Unidade de Conservação paulista.
Em expedição realizada em 07 de abril de 2001, organizada pelo Programa Ambiental: A Última Arca de Noé, foi constatada na Estação Ecológica de Angatuba (S 23º 25’ 26”; W48º 21’29”), no Estado de São Paulo, uma das unidades de conservação administradas pelo Instituto Florestal paulista, a presença de um bando do raríssimo e ameaçado Mico-leão-preto ou Sauim-preto (Leontopithecus chrysopygus), conhecido em inglês por “black lion tamarim”.
    Com base nas informações de Miguel Donizetti Morgado, funcionário da citada estação ecológica, de que havia na área “uns micos pretos”, os pesquisadores do Instituto Florestal, Alcebíades Custódio Filho e Antonio Cecílio Dias, este último responsável pela área, suspeitaram tratar-se do L. chrysopygus. Assim, foi proposta a Antônio Silveira R. dos Santos, criador do citado programa ambiental, estudioso da história natural e colaborador em levantamentos da avifauna em várias unidades de conservação de São Paulo, a organização e realização de uma expedição ao local com a finalidade de localizar e documentar a sua ocorrência.
    Por volta das 11:00 horas da manhã, após horas de caminhada pela mata da estação ecológica (Floresta Mesófila Semi-decídua Mico-leão-preto - Foto no Zôo-SPem estádio secundário), foi visto um grupo composto de cinco Micos-leões-pretos. Os animais, muito ariscos, foram observados a olho nu e com binóculo a uma distância de cerca de 20 metros. Um indivíduo retardatário cruzou a trilha a três metros de distância dos observadores. Não houve tempo e condições de documentação por fotografia ou filmagem, mas os animais foram vistos muito bem a ponto de se notar detalhes como o castanho-amarelado-vivo nas regiões lombar, femural interna e externa e início da cauda, contrastando com a pelagem negra restante, não havendo dúvidas de se tratar da referida espécie. (vide ao lado foto da espécie em cativeiro)
    Segundo consta na literatura, o Mico-leão-preto está entre os animais seriamente ameaçados de extinção, inclusive estima-se que tenha cerca de apenas 1.000 indivíduos na natureza (Ronald M. Nowak. Walker’s Mammals of the World. Sixth Ed.The J.H.University Press, 1999). Sua ocorrência em unidades de conservação encontra-se restrita apenas ao Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio e na Estação Ecológica de Caetetus, em Gália (Livro Vermelho dos Mamíferos Brasileiros Ameaçados de Extinção.Fundação Biodiversitas. 1994, p.99; Paulo Auricchio. Primatas do Brasil.ed.Terras Brasilis,1995, p.86) Dessa forma, a sua constatação para uma nova unidade de conservação é muito importante para chamar a atenção de especialistas e instituições nacionais e internacionais no sentido de conservar e dar condições de preservação esta raríssima e bela espécie. Aliás, está foi a finalidade precípua da expedição.
    Em vista dos resultados obtidos o Programa Ambiental prevê a realização nas próximas semanas de novas expedições com o objetivo de documentar com fotos, imagens e sons o importantíssimo achado.
    Participaram da expedição Antônio Silveira (pelo Programa Ambiental: A Última Arca de Noé), Antonio Cecílio Dias (responsável pela área) e Miguel Donizetti Morgado (funcionário da Estação Ecológica de Angatuba).

Sites específicos sobre os Leontopithecus
Tartarugas marinhas em extinçãoAs tartarugas marinhas são sem duvida um dos répteis mais ameaçados de extinção em todo o Brasil, e que logo irão sumir do planeta se nada for feito para protegê-las e fazer com que consigam se reproduzir em grande quantidade.
As tartarugas marinhas estão em extinção devido ao grande período de caça que aconteceu a esse pobre animal, que tem a carne muito apreciada, e tida como iguaria, porém hoje em dia é proibida a caça das tartarugas, mas já é tarde, pois poucas restaram.
O IBAMA e o Projeto TAMAR são os que mais procuram resgatar as pequenas tartarugas marinhas, que agora são símbolo do Brasil, mas pouco se pode fazer contra a força da natureza, principalmente quando ela é influenciada pelo homem.
As tartarugas marinhas em extinção estão sendo preservadas por esse projeto que tende a multiplicar os animais de acordo com o passar dos tempos, para que eles não deixem de existir e nem deixem de fazer parte do seu habitat natural, pois estarem em contato com a água do mar é fundamental para a sobrevivência desses animais que se reproduzem na terra e vivem no mar.
O projeto TAMAR, é patrocinado pela PETROBRÁS, e está se tornando cada vez mais um ponto turístico nas cidades em que eles são localizados, pois ver e até mesmo tocar tartarugas marinhas em extinção hoje em dia, está se tornando cada vez mais raro de se acontecer.
O que nem todo mundo sabe, é que existem centenas de espécies diferentes de tartarugas em extinção, e são também dos mais variados tamanhos e cores, sem contar que existem também os mais variados tamanhos e estilos de reprodução desses animais, que são totalmente inofensivos, desde que sejam também respeitados e permaneçam em seu habitat natural.
As tartarugas em extinção, estão nesse processo graças a caça que ela sofre, pois seu casco que é feito de pele e não de tecido ósseo, é usado para a fabricação de bijuterias como brincos, anéis e colares, além também, de armações de óculos e pentes de cabelo, pois esses itens são comercializados com um preço alto no mercado mundial.

Pingüim  Atenção! Vamos casar                              Pingüim
Os primeiros europeus que viram pinguins, pensaram que estes eram peixes com pernas.
Na realidade, são aves marinhas muito especializadas, cujas asas não servem para voar, mas sim para nadar.
Habitam as zonas polares, formando colónias.
Comem peixe e os seus olhos estão adaptados para ver debaixo da água salgada. As penas e a gordura sub-cutânea ptotegem-no da água, do frio e do vento.
As penas proporcionam às aves o isolamento térmico de que necessitam para manter uma temperatura de corpo elevada.
Para nenhuma outra ave esse facto é mais importante que para os pinguins.
Tendo abandonado o voo em favor da deslocação a nado, as suas penas ficam assim reduzidas à função única de isolador térmico, cobrindo uniformemente o corpo em vez de crescerem em zonas bem delimitadas, como na maioria das outras aves.
São, além disso, finas e curtas, formando, juntas, uma cobertura densa totalmente impermeável à àgua, muito semelhante à pelagem dos mamíferos. Por este motivo, os pinguins conseguem viver nas regiões mais frias da Terra.
Vivem de 30 a 35 anos.
Ao mesmo tempo que proclamam a sua espécie, as aves precisam de dar a conhecer o seu sexo.
O pinguim macho tem um jeito particularmente encantador de descobrir o que lhe interessa saber sobre os seus companheiros uniformizados.
Apanhando um seixo com o bico, ele dirige-se a um outro que esteja parado sozinho e deposita-o solenemente no solo defronte.
Se receber uma bicada raivosa e observar um movimento agressivo, percebe que cometeu um erro terrível: trata-se de um outro macho!
Se o presente é recebido com total indiferença, ele encontrou uma fêmea ainda não preparada para o acasalamento ou já comprometida com outro macho. Apanha então o presente rejeitado e continua a sua busca.
Mas se a estranha aceita a oferta efectuando uma profunda reverência, ele encontrou a sua companheira.
Faz outra reverência em resposta e o par estica o pescoço e celebra a união com um côro nupcial.

PINGÜIM





Pingüim

CARACTERÍSTICAS

Pingüim, nome comum de qualquer uma das diversas aves aquáticas não-voadoras do hemisfério sul, que recebem também o nome de pássaros-bobos.
Em sua maior parte, vivem na Antártida e em algumas ilhas subantárticas da Nova Zelândia. Mas podem viver em regiões situadas no sul da África, Austrália e América do Sul. A maioria dos pingüins tem o peito branco e o dorso e a cabeça negros.
Devido ao fato de suas patas estarem colocadas muito para trás, assumem uma posição ereta quando estão em terra. Em cada pata existem quatro dedos, três dos quais unidos por uma membrana. A plumagem é densa, lisa e gordurosa, sabem também escapar depressa de seus principais inimigos - tubarões, baleias e, sobretudo, as focas-leopardo.
Pesam de 15 a 35 kg e podem viver de 30 a 35 anos.

REPRODUÇÃO

Em certa época do ano, os pingüins dirigem-se à terra (plataforma de rocha ou gelo), para depositar os ovos. A fêmea deposita um ovo, raramente dois. A forma do ninho varia, segundo a espécie do pingüim: alguns cavam uma pequena fossa, outros constroem os ninhos com pedras e há aqueles que colocam o ovo sobre as pregas da pele sobre os pés.
Entre os casais de pingüins existe a fidelidade, e o divórcio acontece somente em 25% dos casos, a causa de tanta separação é devido à má reprodução.

VIDA NA ÁGUA

Na água do mar, estão sempre fazendo muito barulho e sempre reunidos em grupos numerosíssimos. Realizam todas as funções vitais, mesmo dormir.
Flutuam facilmente graças a grande quantidade de gordura e nadam com rapidez, usando apenas as nadadeiras, servindo as patas como leme.
São muito especializados para o mergulho; suas asas rígidas assemelham-se às aletas de outros vertebrados nadadores. São capazes de deslocar-se a uma velocidade de 40 km/h. Costumam passar a maior parte do tempo na água, nadando com a ajuda das asas. Podem ser vistas, embora raramente, nas praias do Rio de Janeiro e Cabo Frio, para onde são levadas pelas correntes marítimas.

ALIMENTAÇÃO

Eles são ativos e rápidos para alcançar suas presas, o bico é robusto e comprido, adaptado a apanhar e reter crustáceos, moluscos, peixinhos, sépias e outros animais marinhos de pequeno porte, sua alimentação preferida.

MANSINHO

São muito mansos e só agridem o homem quando ele se aproxima demais do lugar onde foram postos os ovos e onde são criados os filhotes. São divertidos, simpáticos e curiosos. Se capturados ainda jovens, são facilmente domesticados, podendo até afeiçoar-se a quem os trata.

GESTAÇÃO E FILHOTES


O período de incubação dura de 5 a 6 semanas - os pais se revezam na busca do alimento, para que o ovo nunca fique abandonado. Nas primeiras semanas de vida, o pingüim comerá alimentos que os pais já digeriram e ficará sobre a guarda permanente de um ou outro, protegido dos demais pingüins e aves como a gaivota.
Quando adquire o tamanho do pai, a penugem é substituída por penas, sinal que é tempo de aprender a nadar, e é tempo de abandonar o local e voltar ao mar, onde permanecerão (por vários meses) até recomeçar o ciclo.
Pingüim

PINGÜIM-IMPERADOR E PINGÜIM-REI

As maiores espécies são o pingüim-imperador (Aptenodytes forsteri), que pode alcançar altura superior a 1,2 m, e depositam seus ovos (somente um ovo) nos meses mais frios (Julho e Setembro), sob tormentas de neve, ventos gelados e temperatura de 50 ou 60 graus abaixo de zero.
O pingüim-rei (Aptenodytes patagonica), que chega a medir entre 90 cm e 1 m, reproduzem-se no verão polar (de Outubro a Março).
Tanto o pingüim-imperador como o pingüim-rei, incubam o ovo aos pés, cobertos por uma dobra de pele entre as pernas, e as crias permanecem sob estas dobras protetoras por um breve tempo, apenas o suficiente para que consigam regular sua temperatura corporal. Ambos caracterizam-se por apresentar grandes manchas alaranjadas ou amarelas nos lados do pescoço.
Pingüim
Filhote sobre os pés do pai - entre as pernas

PINGÜIM-DE-BARBICHA

O nome pingüim-de-barbicha dado aos Pygoscelis antarctica, deriva de uma faixa preta que possuem no queixo. Em caso de perigo ele foge sempre para a terra, mesmo que o perigo venha daí, e busca os pontos mais altos do terreno. Quando pressente que seus dias estão chegando ao fim, ele atinge o máximo de lugares altos como colinas, onde ficarão aguardando o próprio fim. Seu habitat preferido fica na Geórgia do Sul, na Antártida.

PINGÜIM-DE-OLHO-AMARELO

O pingüim-de-olho-amarelo (Megadyptes antipodes) vive nas ilhas ao sul da Nova Zelândia. Embora conhecido como "grão-pingüim", tem dimensões médias (75 cm).

SPHENISCUS DEMERSUS

O Spheniscus demersus é representante da espécie mais comum de pingüins, adapta-se aos climas mais temperados, parte da África e, às vezes, até Angola.

SPHENISCUS MAGELLANICUS

Spheniscus magellanicus alcança o litoral do Rio de Janeiro, indo até Cabo Frio. É a espécie mais comum de nossos zoológicos e é encontrada nas praias do litoral sul.

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA

Reino - Animal
Sub-reino - Metazoa (metazoários)
Filo - Chordata (cordados)
Subfilo - Vertebrata (vertebrados)
Classe - Aves
Ordem - Sphenisciformes (esfenisciformes)
Gêneros e Espécies - vários

Pinguim Imperador - Presentation Transcript

  1. Pinguim
    Imperador
  2. Pinguim - Imperador
    Características do Pinguim – Imperador
    Características Físicas do Adulto e da Cria
    Vocalização
    Adaptações ao frio
    Habitat Parada Nupcial e Reprodução
    Alimentação Vida na Água
    Predadores Curiosidades
    Ciclo de Vida BI do Pinguim – Imperador e Filme
  3. Características do Pinguim - Imperador
    Pinguim é o nome comum de qualquer uma das aves aquáticas não - voadoras do hemisfério sul;
    Um pinguim - imperador adulto mede, em média,122cm;
    Pesam entre 22 e 37Kg
    É a espécie de ave com maior densidade de penas;
    A plumagem é densa, lisa e gordurosa;
    Devido ao facto das suas patas estarem colocadas muito para trás, assumem uma posição direita quando estão em terra;
    Em cada pata têm quatro dedos, três dos quais unidos por uma membrana.
  4. Características Físicas (adulto)
    Faixa alaranjada em volta do ouvido
    Abdómen: branco
    Cabeça e barbatanas: pretas
    Costas: cinza azulado
    • Corpo longo e estreito que facilita o nadar
  5. Características Físicas (cria)
    Cabeça preta
    Bico preto
    Plumagem cinzento prateado
    As crias pesam cerca de 315g após o nascimento e alcançam 50% do peso de um adulto na altura que deixam os progenitores
  6. Vocalização
    Como o pinguim não possui locais fixos de incubação, estes utilizam um chamamento vocal para localizarem o parceiro e as suas crias.
  7. Adaptações ao frio
    O pinguim - imperador é a espécie de ave que se produz no ambiente mais frio.
    As temperaturas do ar podem chegar aos 40ºC negativos, e a velocidade do vento pode atingir os 144Km/h.
    A temperatura da água é de 1,8ºC negativos, muito inferior à temperatura média corporal do pinguim – imperador.
    Os músculos permitem que as penas permaneçam direitas quando as aves estão em terra, reduzindo a perda de calor.
    A plumagem ajusta-se à pele quando o pinguim – imperador está na água, provocando uma impermeabilização da pele e da camada de plumagem.
  8. Habitat
    O Pinguim – Imperador encontra-se na Antárctica.
    As colónias reprodutoras estão normalmente, localizadas em áreas onde ravinas de gelo ou icebergs os protegem do vento.
  9. Alimentação
    Peixes
    Crustáceos 
    Moluscos 
    O pinguim – imperador procura as suas presas, principalmente, no Oceano Antárctico, em zonas sem gelo
  10. Predadores
    Foca - leopardo
    Orca
    Tubarão
  11. Ciclo de Vida
  12. Parada Nupcial e Reprodução
    O ciclo de reprodução anual começa no início do Inverno Antárctico (Março e Abril), quando os pinguins – imperadores adultos viajam até às colónias;
    O pinguim começa as paradas nupciais em Março ou Abril
    O macho começa a sua exibição à volta da colónia de pé, colocando a cabeça sobre o peito e depois emite um chamamento
  13. Parada Nupcial e Reprodução
    Encontrando a sua parceira, apresentam-se face a face, e um deles estende a cabeça e o pescoço e o outro imita-o;
    Passeiam pela colónia juntos;
    Em Maio ou início de Junho o pinguim fêmea faz a postura do seu ovo
    tem cerca de 460-470g, forma semelhante a uma pêra, cor branca esverdeada pálida mede entre 12×8cm
  14. Parada Nupcial e Reprodução
    • A fêmea transfere o ovo com muito cuidado, para a bolsa de pele do macho, até que esta vai alimentar-se ao mar, durante 2meses (60dias)
    Se o ovo cair, a cria é afectada, porque o ovo não consegue suportar as baixas temperaturas do terreno
    • O macho choca o ovo, balançando-o com as patas, até que a cria pique o ovo;
    • Até a cria nascer o macho está sempre a comer, ou seja, cerca de 115 dias, desde a sua chegada à colónia;
    • Durante a incubação, o macho pode perder até 20kg.
  15. Parada Nupcial e Reprodução
    A saída da cria de dentro do ovo pode demorar 2 ou 3 dias;
    A cria passa o tempo em cima das patas dos progenitores e dentro da bolsa de pele dos progenitores;
    • Se a cria sair do ovo antes da progenitora chegar, o pai alimenta-a com uma substância produzida no seu esófago;
  16. Parada Nupcial e Reprodução
    O pinguim - imperador fêmea regressa na altura do nascimento da cria, meio de Julho até início de Agosto;
    A fêmea encontra o seu par, através do chamamento , e depois passa a cuidar da sua cria;
    O macho deixa a colónia, dirigindo-se ao mar;
    Após 45 a 50 dias após o nascimento, as crias formam creches, juntando-se à procura de calor e protecção; 
  17. Parada Nupcial e Reprodução
    Durante este tempo, ambos os progenitores alimentam-se no mar e regressam várias vezes para alimentar as suas crias;
    Desde do início de Novembro, as crias começam a ganhar a plumagem de adulto, processo que pode demorar 2 meses;
    Dezembro e Janeiro, as crias regressam ao mar, passando o resto do Verão a alimentar-se.
  18. Vida na Água
    Na água, fazem sempre muito barulho e andam sempre em grandes grupos;
    Flutuam, facilmente graças à grande quantidade de gordura;
    Nadam com muita rapidez;
    São capazes de se deslocar a uma velocidade de 40 km/h.
  19. Curiosidades
    A sua população estima em 440 mil;
    Os pinguins – imperadores machos são uns dos poucos animais que passam o Inverno na Antárctica;
    Pescam em profundidade até aos 250 metros.
    Pode ficar submerso cerca de 20 minutos sem
    respirar.
    O macho passa a maior parte do tempo a dormir,
    Quando choca o ovo, para poupar energia.
  20. Bilhete de Identidade
    Nome: Pinguim – Imperador
    Nome Científico: Aptenodytes forsteri
    Filo: Chordata
    Reino: Animalia 
    Classe: aves
    Reprodução: ovípora 
    Estado de Conservação: pouco preocupante